sexta-feira, 10 de abril de 2015

O que você precisa saber sobre a História Antiga:


Principais características históricas desta época:
- Surgimento e desenvolvimento da vida urbana;
- Poder político centralizado nas mãos de reis;
- Sociedade marcada pela estratificação social;
- Desenvolvimento de religiões (maioria politeístas) organizadas;
- Militarização e ocorrências constantes de guerras entre povos;
- Desenvolvimento e fortalecimento do comércio;
- Desenvolvimento do sistema de cobrança de impostos e obrigações sociais;
- Criação de sistemas jurídicos (leis);
- Desenvolvimento cultural e artístico.


Principais povos e civilizações antigas:
 Mesopotâmia
 Persas
 Egito Antigo
 Hebreus
 Hititas
 Grécia Antiga
 Roma Antiga
 Creta
 Povos Bárbaros
 Celtas
 Etruscos


Para aprofundamento no assunto, segue, uma indicação de livros muito bom para a especialização.



Bibliografia Indicada

- História Antiga (Coleção O Homem e a História)
  Autor: Finley, Moses I.
  Editora: Martins Fontes

- História Antiga
  Autor: Petit, Paul
  Editora: Bertrand Brasil

- 100 textos de História Antiga (Coleção Textos e Documentos)
  Autor: Pinsky, Jaime
  Editora: Contexto

quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Educar também é ajudar a desenvolver todas as formas de comunicação, todas as linguagens: aprender a dizermos, a expressarmos claramente, a captar a comunicação do outro e interagir com ele. É aprender a comunicarmos verdadeiramente: a ir tornando-nos mais transparentes, expressando-nos com todo corpo, com a mente, com todas as linguagens, verbais e não verbais, com todas as tecnologias disponíveis".


Esse é o Nosso Espaço...

Sejam bem vindos!

sexta-feira, 27 de março de 2015

 Lista De Filmes Para Auxiliar No Estudo Da História:

Fica disponivel uma lista de suma importância para o complemento nos estudos, mesmo que esta já foi citada em diversos bloggers, acredito com veemencia que esses são os mais fundamentais. Bons Estudos!

Pré-História :
- A Guerra do Fogo - 10.000 a.C. - O Elo Perdido 

Grécia Antiga e Helenística - 300- Alexandre- Tróia

Império Romano - Asterix- Gladiador - Calígula - Átila, o Huno - Augustus - Spartacus 

Idade Média/Feudalismo - O Nome da Rosa- O Incrível Exército de Brancaleone- Cruzada- Coração Valente- Joana D’Arc- O Sétimo Selo


Grandes Navegações - 1492 – A Conquista do Paraíso- Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento

Absolutismo - O Homem da Máscara de Ferro- Cromwell 

Reforma Protestante - Lutero

Renascimento - Dom Quixote- Agonia e Êxtase- Shakespeare Apaixonado- Giordano Bruno 

Revolução Francesa - Danton- Maria Antonieta- A Queda da Bastilha


Revolução Industrial 
- Tempos Modernos- Germinal 

Rússia Pré-Revolução e Revolução Russa - Rasputin- O Encouraçado Potenkim- Reds


Segunda Guerra Mundial e Nazismo - O Grande Ditador- A Vida É Bela- Pearl Harbor- A Queda- A Última Bomba Atômica- Cartas de Iwo Jima- O Resgate do Soldado Ryan- Arquitetura da Destruição- Europa, Europa


Guerra Fria - Dr. Fantástico- Os 13 Dias que Abalaram o Mundo- Boa Noite e Boa Sorte- Intriga Internacional- Topázio- O Dia Seguinte


Guerra do Vietnã - Platoon- Apocalipse Now- Corações e Mentes


Luta dos Direitos Civis dos Negros - Mississipi em Chamas - Malcolm X


América Latina das Décadas de 1950 e 1960 - Diários de Motocicleta- Chove Sobre Santiago - O Segredo de Seus Olhos 


África no século 20 - O Último Rei da Escócia - Diamante de Sangue- Hotel Ruanda- O Jardineiro Fiel 


Crise do Socialismo, Fim da União Soviética - Adeus, Lênin


Conflito entre Israel e Palestina - Lemon Tree - Paradise Now- Promessas de um Novo Mundo


Terrorismo, Guerras dos Anos 2000 - Guerra ao Terror- Restrepo- Caminho para Guantánamo- Fahrenheit 9/11

sexta-feira, 20 de março de 2015




Quando e como as escolas foram criadas?



Para resolvermos essa indagação, basearemos no Historiador  Mestre Rainer Gonçalves Sousa*:

"Para a criança, principalmente no Ocidente, a escola aparece desde muito cedo como um dos espaços que orienta as suas ações no dia a dia." Os Espartanos, por exemplo, começam seus estudos a partir dos três anos de idade, o que nos leva a entender que era algo natural o fato do estudo e da aprendizagem.
Contudo, devemos entender que "a escola não é um espaço natural" – mesmo sendo o segundo lugar ocupado pela criança depois da casa. Afinal, houve um longo processo de transformações, escolhas e ideias responsável pelo surgimento da escola. Então como e quando surgem as escolas? Para essa pergunta, devemos construir uma resposta mais longa, que abrange uma história que passa por diferentes povos e diferentes noções sobre a educação e sobre as necessidades de uma criança.
Na Antiguidade, como referirmos anteriormente, a educação infantil era uma preocupação presente entre as várias civilizações que se firmaram. Em casos diversos, observamos que a educação dos menores acontecia no espaço da casa. Os valores e o conhecimento eram diretamente transmitidos dos pais para os filhos - Algo ainda existente em nossos meios. Já nessa época, percebemos que havia um universo de saberes considerado importante para criança e, ao mesmo tempo, uma divisão daquilo que meninos e meninas deveriam aprender para as suas vidas - surgindo desde o inicio dos povos a dicotomia entre o homem e a mulher.
Com o surgimento de sociedades mais complexas, dotadas de instituições políticas e práticas econômicas sofisticadas, a noção de que a educação familiar era suficiente perde espaço. Nesse contexto, percebemos o surgimento dos primeiros professores, profissionais que se especializaram em repassar conhecimento. Não raro, esses primeiros professores eram exclusivamente contratados por famílias que possuíam melhores condições ou eles organizavam suas aulas em espaços improvisados, recebendo uma quantia de cada aluno integrante da turma.
Já nessa época, percebemos que a educação e o acesso aos professores estiveram estritamente ligados à condição econômica de uma família. Na Grécia Antiga, a educação era encarada como uma atividade para poucos, para aqueles que podiam consumir o seu tempo livre com o saber e não tinham a necessidade de trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Sendo assim, percebemos que a educação era um privilégio garantido a uma parcela mínima da população.
No período medieval, o processo de ruralização da sociedade europeia estabeleceu um novo quadro para as escolas. O ensino se mostrou restrito a uma população mínima, geralmente ligada ao recrutamento dos líderes religiosos da ascendente Igreja Cristã. Sendo o processo de conversão uma árdua tarefa, os membros da igreja passavam por uma ordenada rotina de estudos para que então pudessem dominar eficazmente a compreensão do texto bíblico. Enquanto isso, as comunidades nos feudos raramente tinham oportunidade de se instruir.
Ainda nos tempos medievais, percebemos que essa situação muda de figura com o renascimento dos centros urbanos e com a rearticulação das atividades comerciais. A necessidade de controle e de organização dos negócios e a administração das cidades exigiam a formação de pessoas capacitadas para tais postos. Sendo assim, as instituições de ensino passaram a se abrir para o público leigo, mas com forte presença de membros da Igreja que lecionavam em tais instituições. Ainda nesse momento, o saber continuava restrito a uma parcela pequena da população.
Adentrando a Idade Moderna, percebemos que o desenvolvimento dessas instituições abriu portas para novas reflexões sobre como as escolas deveriam funcionar e a qual público elas se dirigiam. A organização dos currículos, a divisão das fases do ensino e as matérias a serem estudadas começaram a ser discutidas. Paralelamente, a diferenciação entre o ensino masculino e feminino também surgiu nesse tempo. Até então, na grande maioria dos casos, o ambiente escolar ficava restrito às figuras masculinas da sociedade europeia.
No século XVIII, o surgimento do movimento iluminista colocou o desenvolvimento de uma sociedade orientada pela razão como uma necessidade indispensável. Pautados por princípios de igualdade e liberdade, o discurso dos iluministas colocava o ambiente escolar como uma instituição de grande importância. No século seguinte, temos a expansão das instituições escolares na Europa, então comprometidas com um ensino que fosse acessível a diferentes parcelas da sociedade, independente da sua origem social ou econômica.
No século passado, esse processo de expansão das escolas superou os limites do continente europeu. Países marcados pela colonização experimentaram o aparecimento das escolas. Apesar dos aparentes benefícios de tal transformação, notamos que essas instituições não poderiam ser uma simples cópia do modelo europeu. Era necessário repensar o lugar da educação nessas outras sociedades, à luz de suas demandas, problemas e contradições.
Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia e o crescimento acelerado dos meios de comunicação nos instigam a repensar seriamente como as escolas devem se organizar. O acesso às informações e saberes já não é um problema a ser resolvido exclusivamente pelo ambiente escolar. Mais do que simples transmissão, a escola do século XXI deve se encaminhar para a construção de um saber autônomo, em que o indivíduo se mostre capaz de criticar e organizar o conhecimento que se mostre relevante para si mesmo.


*Rainer Gonçalves Sousa: Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG





Por que devemos estudar História?





O estudo da História é necessário para o conhecimento e a formação humana, intelectual e social de nós seres humanos pensantes e reflexivos.


Um Livro muito bom para o aprofundamento no assunto é o Livro:  Por que Estudar História? - Caio César Boschi. O autor faz uma reflexão sobre os motivos que justificam e instigam o estudo dessa disciplina. É voltado para o público jovem, do nível básico, de escolas secundárias e superiores. Foi para esse público específico que se dirigiu o professor e historiador Caio César Boschi, autor conhecido por seus trabalhos sobre as irmandades religiosas em Minas Gerais, no Período Colonial. O livro trata de assuntos complexos e fundamentais da História, de forma simples e acessível  a qualquer público interessado, que pretende aventurar-se nos primeiros passos sobre o conhecimento histórico. O texto discorre sobre temas adequados aos tratados de metodologia e teoria da História, com clareza e segurança. O resultado é uma síntese de fácil compreensão, sem superficialidades e omissões.